Um asteroide se aproxima da Terra. A humanidade está em perigo. A única esperança é lançar um míssil contra ele para destruí-lo. Este argumento parece ficção, mas é uma das possibilidades contempladas pelos investigadores da Universidade de Pequim perante o retorno de Apophis, um meteorito que pode se chocar contra nosso planeta em 2036. De acordo com os cientistas chineses, uma vela solar seria a opção ideal para desviá-lo da nossa vizinhança.

Mas de onde saiu esse meteorito? Voltemos um pouco no tempo. Em 2004, três cientistas do Observatório Nacional de Kitt Peak descobriram este corpo celeste e traçaram sua órbita. Em julho de 2005 foi batizado como Apophis, o nome grego de um antigo deus malígno egípcio – mas depois descobriu-se que foi nomeado assim por causa da série de TV Stargate SG-1, onde Apophis é um dos vilãos -. Este meteorito está catalogado como um asteróide tipo Apolo, denominação que recebem aqueles que pasarão o suficientemente próximo da Terra para serem visíveis.

A data da primeira visita de Apophis será em 13 de julho de 2029. Porém, existe a possibilidade de que passe próximo de um limite gravitacional que o encaminharia devolta para nosso planeta, o que podería provocar um impacto contra nosso mundo em 2036. Mesmo que originalmente tenha sido calculada uma probabilidade de 1 para 45.000 de que a colisão ocorra, em 2009 a NASA previu que é uma possibilidade entre 250.000.

Claro, para não deixar as coisas ao azar, os cientistas da universidade de Pequim propõem que se desvie a trajetória do meteorito antes de que chegue ao limite gravitacional. Para isso, a aeronave viajaria a 90 km/s para chocar com o asteróide, desviando-o o suficiente para evitar seu posterior regresso. Tem que ser considerado que o Apophis pesa aproximadamente 46 milhões de toneladas e tem um diâmetro de 350 metros. Seu impacto está calculado em 510 megatons, equivalente a pouco mais de duas vezes a energia liberada por uma erupção do vulcão Krakatoa (200 megatons).

Além dos chineses e russos, outro projeto que está muito interessado na trajetória deste meteorito é a missão Don Quixote, através da qual, a Agência Espacial Européia pretende provar se é possível desviar um meteorito com a colisão de uma nave. Esta missão, que vería a luz entre 2013 e 2015, tem como objetivo realizar provas com Apophis. Mesmo que os cálculos futuros indiquem que este asteróide não representa perigo para a Terra, os cientistas usariam o programa Don Quixote para determinar se podemos utilizar – como nos filmes – um foguete como sendo a última linha defensiva do nosso planeta.

Texto traduzido do Blog ALT1040

Post original aqui.

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